20 set. 2009

A Dama de Caxemira, de Francisco González Ledesma

Velho, cínico e assombrado pela memória das mulheres que não soube amar, preso entre o fascínio pelos marginais que deveria perseguir e o desprezo dos seus superiores, que sonham vê-lo reformado, o inspector Méndez vagueia por uma Barcelona cuja modernidade o acossa, saudoso da cidade gloriosa de outrora.
As décadas que passou ao serviço da polícia não deixam que Méndez confunda verdade com justiça, e este velho cavalo de guerra da lei não se deixa iludir facilmente.Quando se depara com um bizarro crime que envolve um cadáver e uma cadeira de rodas, Méndez mergulha na aventura mais vertiginosa e sentimental da sua vida – uma história de solidões, frustrações, nostalgias e inesperadas ternuras. Uma mulher presa a um passado longínquo e perdido, um homem casado apaixonado por um antigo amante, um amor inesperadamente platónico e um conjunto de vidas tragicamente interligadas levam Méndez a descobrir que se pode morrer por sonhar demais e que o homicídio pode ser o derradeiro acto de ternura.A Dama de Caxemira convida o leitor a deambular pelo labirinto de ruas estreitas e horizontes vastos que é a cidade antiga de Barcelona, e não deixará de o marcar pela sua originalidade e irreverência."

A Minha Opinião:
Este foi um livro que me custou um pouco a ler... mas creio que isso também foi devido à altura que escolhi para o ler.
Apesar disso o balanço é bastante positivo, pois o enredo está muiro bem conseguido :)
Tudo começa com o assassinato de alguém e a confusão com uma cadeira de rodas, a partir daqui surgem os mais variados personagens, que se interligam uns nos outros ao longo da história, mas aconselho a redobrada atenção aos seus nomes para não baralharem, comigo aconteceu, o que me fez regressar atrás na história (mas pode ter sido do meu cansaço!!!).
Um bom romance policial em que o investigador quebra todas as regras e ao mesmo tempo tenta resolver os seus problemas com os outros e consigo próprio.
As confusões de amores e da cadeira de rodas fazem com que o interesse pela leitura se matenha sempre no auge!
Um policial que aconselho a quem gosta do género ;)

Bookshelf da Betita, 20 de setembro de 2009